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TCU 2009: Questões de redes de longa distância 151-154

Posted by fuchoa em 27/07/2009

Salvem concurseiros de plantão!

Vamos lá ao meu primeiro post. Vou dar início por uma questão de redes de longa distância do recente concurso do TCU de 2009 que abordou especificamente o assunto MPLS .

2009TCU151-154

151 – Entre outros benefícios, o uso do MPLS viabiliza a engenharia de tráfego e facilita a formação de VPNs IP, além de suportar múltiplos protocolos, tecnologias e tipos de tráfego.

Comumente referido com um protocolo de camada 2,5 (situado entre as camadas de enlace e rede), o MPLS (MultiProtocol Label Switching), indiferente do tipo de dado ou tecnologia que está transportando, utiliza rótulos (labels) nos pacotes de dados para efetuar o encaminhamento do tráfego pelo backbone da rede. Todo este encaminhamento, que passa a ser feito com base nestes rótulos, torna-o em comparação a um encaminhamento IP superior. Isto se deve ao fato de, primordialmente, não utilizar consultas a tabelas de roteamento, cada vez maiores, e por não examinar o pacote em si para a tomada de decisão. Além disso, o MPLS permite também a criação de Redes Privadas Virtuais (Virtual Private Network – VPN) dentro da rede, com a criação de tabelas de rótulos exclusivas de cada VPN, garantindo isolamento do tráfego.

152 – A etiqueta MPLS tem comprimento de 3 bytes, tendo, entre outros, um campo Label (20 bits) e um campo TTL (8 bits), este último com função diferente do campo homônimo do cabeçalho IP

mpls

A etiqueta MPLS possui comprimento de 4 bytes 32 bits, sendo:

  • 20 bits atribuídos ao rótulo (label);
  • 3 bits para o campo que classifica o tipo de tráfego (Traffic Class Field) utilizado para fins de QoS;
  • 1 bit atribuído ao Bottom of Stack Flag. Se este bit está ativado o label em questão é considerado o último na pilha de rótulos;
  • 8 bits para o TTL (Time To Live) que, diferente do colocado na questão , possui a função de determinar o tempo que o pacote levará dentro da rede antes de ser descartado.

153 – O MPLS não dispõe de mecanismo de pilha da etiqueta que permita realizar uma operação hierárquica no domínio MPLS.

O MPLS possui mecanismo de empilhamento dos rótulos, que diga o campo Bottom of Stack Label. Ao receber um pacote rotulado, o roteador MPLS examina o rótulo superior e com base neste decide que tipo de operação será executada, por exemplo uma operação de Swap, Push ou POP.

154 – A etiqueta MPLS pode ser inserida tanto como informação de enlace como entre os cabeçalhos de camadas 2 e 3.

Em um ambiente de roteamento convencional, os frames seguem da origem ao destino com base no paradigma hop-by-hop. Os roteadores utilizando o cabeçalho da camada 3 de cada frame efetuam uma consulta à tabela de roteamento para determinar o next hop. Isto tende a reduzir a vazão de dados na rede por exigir um alto processamento. Para quebrar este paradigma do roteamento baseado em hop-by-hop o multiprotocol label switching (MPLS) possibilitou aos dispositivos de rede determinar rotas com base tomando como base informações contidas na camada 2 e de demandas de QoS e banda. Assim a etiqueta MPLS é inserida tanto como informação de enlace como de camada 3.

Gabarito preliminar oficial

151 – C   152 – E  153 – E  154 -C

2 Respostas to “TCU 2009: Questões de redes de longa distância 151-154”

  1. Felipeel said

    Mandou bem fuchoa!!!
    Sinceramente, nunca vi um blog de alta qualidade igual a este hehehe
    Só tem fera aqui.

  2. fuchoa said

    Valeu Felipe!

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